Concerto de Natal

Na época da organização do meu casamento, em 2009, pesquisei muitos profissionais para as músicas da cerimônia na igreja. É engraçado, porque nós, as noivas, passamos a citar com naturalidade os nomes dos compositores clássicos e suas obras. Casamento também é cultura.

Escolher apenas algumas canções para os momentos mais importantes do sacramento é uma missão interessante. Cada igreja tem uma regra. No caso da minha, a Capela da PUC, só eram permitidas músicas sacras ou clássicas.

O YouTube ajudou na busca, mas foi o maestro do Bevilacqua Coral e Orquestra que nos orientou na escolha. Foi curioso entrar no quarto dele e sentar na frente do computador para ouvir as músicas em MP3. Porque quando a gente fala maestro, a gente imagina um senhor. Mas ele era moço e usava bermudas e tênis naquele dia.

Foi ele que nos apresentou ao The Flower Duet da ópera Lakmé, que eu não conhecia e hoje adoro. Ele queria tocá-la no casamento, mas não deu. Não pela beleza que seria, mas pela pequena fortuna que teríamos que pagar pelas sopranos. Optamos por uma formação básica mesmo – quarteto de cordas, flauta, teclado e campanas – e foi lindo.

Mas por que estou relatando tudo isso? É por causa do Coral e Orquestra Bevilacqua. Gostamos tanto deles, são tão bons profissionais, que já fomos a algumas apresentações em outras ocasiões especiais após o casamento. E agora, dia 5/12, quarta-feira, às 20h30, haverá mais uma. Trata-se de um Concerto de Natal na capela do Colégio Sion, em Higienópolis, São Paulo.

A apresentação será beneficente, em prol do Amparo Maternal. O nascimento de Jesus será contado e cantado por meio de obras eruditas de Mendelssohn, Haendel, Gounod, além de peças consagradas, como Noite Feliz Adeste Fideles.

A entrada é uma lata de leite em pó. Independentemente da sua religião, se puder ir, vá, pois sei que será uma linda noite musical.

Bevilacqua Coral e Orquestra
Músicos do Bevilacqua no meu casamento na Capela da PUC (Foto: Moura Mori)

Este post faz parte do Meme de Dezembro, uma iniciativa do LuluzinhaCamp, que tem como única intenção a diversão. Porque somos blogueiras e adoramos blogar, simples assim. Se você tem blog, corre para participar, clique aqui e saiba mais.

Água para beber

Como é bom beber água, fresquinha. Na foto, após uma longa caminhada pelas ruas da catarinense Laguna, cidade da Anita Garibaldi, num calor típico do nosso verão, encontro essa dádiva para refrescar as minhas células. Nós, brasileiros, somos sortudos, temos muita água por aqui. Por isso, muitos não acreditam que ela pode acabar e esbanjam, esbanjam.

Claro que ela não vai acabar acabar, pois nosso planeta é constituído por 70% dela. Só que 97,5 é salgada, ou seja, imprópria para beber. Os 2,5% restantes estão distribuídos entre geleiras, neve… Em resumo, sobra menos de 1% de água doce disponível para consumo do ser humano. Li na National Geographic, na edição especial sobre água do ano passado, que uma em cada oito pessoas do mundo não têm acesso à água potável. Dá para imaginar uma coisa dessas?

Hoje é o Dia Mundial da Água, instituído em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Vamos debater e refletir sobre o uso desse recurso tão valioso. O tema escolhido para esse ano é Água para as cidades: respondendo ao desafio urbano (em inglês). A Agência Nacional de Águas (ANA) preparou um hotsite sobre o assunto: Águas de Março 2011. Vale a pena dar uma conferida, aprender, repassar para os amigos e adotar uma postura mais consciente em relação ao nosso bem mais precioso. Afinal, água é vida.

Foto: Leopoldo Lima

Água do banheiro

No Blog Action Day 2010, o tema é água. Como vocês podem reparar, tenho postado bem pouco aqui. Mas as ideias sempre aparecem, especialmente quando passo em alguma calçada e vejo gente que ainda usa mangueira para lavar calçada, penso: tenho que falar sobre isso no blog, mas nunca falo.

Chegou a hora, portanto, de mencionar uma campanha sobre a qual há tempos eu quero escrever: Xixi no Banho (eu sei, notícia velha, mas não custa reforçar). O objetivo é simples: invés de usar o vaso sanitário e dar descarga, gastando 12 litros de água potável para mandar o xixi embora, deixar ele escoar pelo ralo na hora de tomar banho. Imagine todo mundo economizando uma descarga por dia? Milhares de litros de água poupados e à disposição para bebermos.

Aliás, o xixi é composto por 95% de água e o restante de substâncias diluídas como ureia e sal. Não tem nada de nojento e insalubre, mas é bom esvaziar a bexiga logo no início do banho (que não pode ser demorado, né, gente).

Na verdade, não entendo por que usamos água potável, tratada, a mesma que sai da torneira para cozinhar, na descarga. Por isso, alternativas para esse fim são muito bacanas. A captação de água de chuva é uma delas. O sistema inclui calhas instaladas no telhado que levam a chuva para um tanque ou uma cisterna depois de passar por um processo de filtragem de resíduos, podendo aí ser reaproveitada nos jardins e na rede de esgoto. Outra ideia legal é a instalação de uma válvula de descarga com dois botões, um para o número 1, que despeja menos água que o botão para o número 2.

Uma das opções de válvula ecológica disponível no mercado, que economiza até 40% de água em relação à convencional.

O negócio é esse aí, buscar maneiras para diminuir o desperdício desse recurso tão essencial. Há coisa melhor do que tomar um copão de água quando estamos com sede? Vamos fazer a nossa parte, seja em atitudes simples ou mais estruturais, e olho na sociedade, nas indústrias e no poder público para que todos façam a sua.

Festa solidária

O mês de junho é cheio de festas para mim: dia dos namorados, aniversários do marido, do irmão mais novo, de namoro e de casamento e os arraiás.

No trabalho, seis colegas são geminianos e dá-lhe vaquinhas e almoços especiais. É uma delícia, mas como todos já conhecem o esquema, este ano, um dos aniversariantes sugeriu não comprarmos o seu presente para reverter o valor arrecadado em doações para uma instituição. Mas, sem graça de dar o dinheiro ao vivo, fomos ao supermercado e adquirimos latas de mingau para levar à entidade. 

Hoje descobri uma maneira mais profissa de organizar essa troca de presentes por doações. A ONG Visão Mundial tem uma ferramenta chamada Festa Solidária. O objetivo é o mesmo do proposto no meu trabalho, mas no site dá para criar uma página, inserir textos e vídeos e disponibilizar o link para os amigos, que podem até usar o cartão de crédito. A ideia é boa para quem não faz questão de ganhar presente. Um jeito gostoso de transformar alegria em solidariedade.

Faça uma festa solidária

Juventude ativa

Alguém lembra dos abaixo-assinados organizados pelo Greenpeace? Quando eu tinha uns 13 anos, passava as folhas para meus colegas de classe assinarem em defesa das baleias e contra o uso do CFC nas geladeiras. Era tudo meio improvisado. Eu mandava depois os nomes pelo correio, nem sei bem como era possível se mobilizar sem a internet, hoje está bem mais fácil.

Só que, apesar de sempre tentar disseminar ideias ecológicas aos amigos da escola e depois aos da faculdade, lamento não ter feito mais e é por isso que admiro a juventude de hoje. Uma parcela dela é muito consciente e engajada. A moçada é super antenada, conhece, debate e se organiza em torno de uma causa, como nas redes Rejuma e Pioneers of Change ou no Jogo Oásis. Os jovens também são empreendedores e criam negócios inovadores com um olhar na sustentabilidade, como o Instituto Ecotece e o Aoka, nos segmentos de moda e turismo, respectivamente.

Tem muita gente querendo fazer a diferença, por isso o British Council vai selecionar 100 jovens ativistas na América Latina e no Caribe, entre eles 25 brasileiros, para participar do programa Climate Generation 2010. Os escolhidos recebem informações exclusivas e podem pedir ajuda financeira para seus projetos, além da possibilidade de participar de eventos nacionais e internacionais. Tudo explicadinho aqui.

Climate Generation

Por favor, apague a luz!

No ano passado, no horário combinado, corri para apagar todos os aparelhos e luzes de casa e fui para a janela observar a cidade no escuro. Fiquei decepcionada, porque eu não vi adesão nos prédios vizinhos, que estavam com os cômodos iluminados. Só um pequeno detalhe: eu havia confundido o dia da Hora do Planeta, antecipei um fim de semana. Quando me dei conta, pensei: “Que tonta!”. Por fim, foi bom, pois participei do movimento duas vezes.

Apagar as luzes por uma hora é muito simples, mas quando todo mundo faz isso ao mesmo tempo tem um baita de um significado. É isso que a Hora do Planeta propõe. Vamos nos juntar e mudar a atitude. Sempre ela: a atitude. Só aí percebemos que pequenos atos representam o princípio de grandes transformações. A ideia é mobilizar pessoas, empresas, cidades, estados, países para uma nova consciência ambiental. Menos consumo de energia, mais vida no planeta.

No site da ação é possível conhecer o histórico do movimento. Entra lá para ler as notícias e formas de participar. Vai ser “da hora” fazer um apagão com as nossas próprias mãos. Além do mais, tem muitas coisas legais para serem feitas no escuro: sozinho, a dois ou com os amigos. Atice sua criatividade e apague as luzes neste sábado,  27/3, das 20h30 às 21h30.

ONU Verde

O que você está fazendo para cuidar do meio ambiente?

A campanha ONU Verde, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), quer saber a resposta de uma forma criativa: você pode contar sua experiência por meio de uma foto ou um vídeo feitos pelo celular e um relato de até 100 palavras.

As dez melhores imagens serão publicadas na galeria fotográfica da campanha e os cinco vídeos que mais se destacarem serão veiculados na MTV em 5/6, Dia Mundial do Meio Ambiente.

A ideia é mobilizar a população em torno do tema e replicar as vivências de cada participante. O prazo para o envio é 1º/6/10. É só fazer o upload dos arquivos no próprio site: www.onuverde.org.br

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