Eu tenho um gato

8 07 2015

Há algum tempo não viajo em feriados. Se for contar desde quando, acho que há oito anos, desde que sou mãe de gato. É difícil sair e deixar o Ciro em casa. Dá saudade. Eu sei que gatos são independentes e reagem bem a uma ou duas noites sozinhos. Se tiver uma cama, comida e água, eles já são felizes. Mass… não dá, o coração de mãe não aguenta. Nas férias, uma vez por ano, ele costuma ficar aos cuidados da avó ou de uma vizinha prestativa. Nunca tentei hoteizinhos ou cat sitters, mas podem ser boas alternativas, quem sabe.

Bom, meu gato está se recuperando de uma infecção urinária. Já está um pouco melhor, mas jamais ficaria longe dele agora. Só que eu queria muito viajar no feriado de 9/7 e estava disposta a levá-lo. A ideia era ficar nessas pousadas simpáticas que os pets são bem-vindos ou em uma casa de aluguel para temporada.

E surgiu uma oportunidade, umas suítes bacanas que aceitam animais de estimação. Tudo lindo, se não fosse a frase esclarecedora do proprietário no e-mail: “Aceitamos cães de pequeno porte. Não aceitamos gatos”.

Quê? Qual o critério? Ambos são animais de estimação de pequeno porte. Fiquei chateada pra caramba, como uma mãe que tem seu filho discriminado. Explicaram depois que têm um cachorro na propriedade e preferiam não arriscar receber gatos. Mas que gostam de gatos, não têm nada contra eles. Ok, são as regras deles. Só acho que a escolha e o risco poderiam ficar por minha conta. Eu podia insistir, mas deixei para lá.

A verdade é que essa história me fez lembrar a época que eu tinha preconceito com gatos. Sim, eu confesso. Dizia que não curtia. Achava traiçoeiros. Frases prontas bobas. Até que meu marido me convenceu a ter um gato. Depois de muita insistência, conseguiu me levar para conhecer aquele que depois seria o meu filhinho do coração.

Ele, pequenininho, olhou para mim, eu olhei para ele. Receosa, arrisquei a fazer um carinho, ele começou a ronronar. Ownn! Pronto, apaixonei pela pequena bola branca peluda na minha frente. Hoje eu adoro gatos, todos eles, dos vira-latas esbeltos e espertos aos gorduchos recatados e preguiçosos.

Eles são demais. Autênticos, engraçados, inteligentes, limpinhos, cheios de manias fofas, independentes e companheiros na medida. Eles são tão sinceros que se não estão a fim de ficar com você, não ficam. E são famintos, por isso agem de forma suspeita em situações ligadas à comida. Mas curto muito. Se alguém é como eu já fui um dia, digo apenas: dê uma chance aos gatos, a surpresa pode ser transformadora.

Ciro: minha pequena bola peluda

Minha pequena bola peluda

Foto: Patricia Magrini





De volta!

9 03 2015

Dois anos, dois meses e dois dias desde o último post, em 7/1/2013. Foi um texto de reflexão e de resolução de prioridades: amor e vida. Pois bem, 2013 e 2014 foram muito intensos. Amei muito. Vivi muito. E sigo nesse caminho.

Também conversei muito comigo mesma. E continuo nesse diálogo interno, tentando me conhecer. É, estou nessa pegada do autoconhecimento. Acho que é uma jornada sem fim, mas que pode ser interessante.

O blog, que já andava em segundo plano, acabou sendo completamente esquecido nesse período. Prioridades.

E chega 2015, já se vão mais de dois meses, e resolvo voltar. É resultado do tanto que andei pensando sobre o que quero da vida. Como é complicado descobrir. Na verdade, acho que não existe uma resposta definitiva, porque os anos passam e a gente muda. E olha que já falei sobre isso aqui.

Enfim, estou de volta. Só que vai ser diferente dessa vez, vai ser um blog pessoal, não restrito a pautas de meio ambiente. Na verdade, esse tema faz parte da minha essência, então naturalmente estará incorporado a qualquer assunto que eu abordar, seja alimentação, artes, viagens ou vida simples.

O importante é a liberdade que estou me proporcionando para falar sobre o que eu quiser e isso me deixa leve. Aqui vai voltar a ser o Meu Ambiente. E vai ser bom!

blog_freedom

Foto: SignetSealed





Amor e vida em 2013

7 01 2013

Mais um ano começa. No pacote, novos planos e perspectivas. Costumo começar o novo ano otimista. É importante a vontade de aprender, a disposição para mudar e o entusiasmo para realizar.

O mundo não acabou, pelo contrário, começa agora uma nova fase, na qual os valores começam a se transformar.

O ano passado começou turbulento. No primeiro semestre, pessoas queridas partiram, minha privacidade foi invadida, perdi bens materiais e senti meu coração pequenino e impotente com as atrocidades do mundo.

Mas coisas boas coloriram o céu cinza. Concretizei um objetivo grande, conquistei aconchego na minha rotina profissional, realizei um sonho da adolescência, experimentei novos sabores, vislumbrei paisagens únicas e vivenciei experiências incríveis em terras distantes.

Quero começar 2013 com dois principais sentimentos: amor e vida.

Amar, mas respeitando os modos individuais. Sem forçar, sem insistir, sem exigir. Deixar fluir. Ser simples e natural. Presente. De corpo ou de alma, como a vida ditar.

E viver. Agora. Pois o tempo passa. A vida vai. Há muito a realizar. É preciso começar. Sem esperar.

Romã

Foto: Patricia Magrini

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Carteira de caixa de leite

4 12 2012

Estas carteiras são uma opção bacana de presente para as moças. O mais legal é que são feitas com material reaproveitado: caixas de leite longa vida vazias. Não são lindas? As peças são criação da Jackeline Jacques da Zaraflor.

Carteiras Zaraflor

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Panforte de presente

3 12 2012

No ano passado, tive a oportunidade de visitar a região da Toscana, na Itália. Em Siena, conheci o Panforte, um tradicional bolo de frutas, amêndoas, mel e especiarias, criado há mais de 800 anos.

Ao passear pelas ruazinhas próximas da Praça do Campo, lá estão eles, aos montes, delicadamente embalados e empilhados nas vitrines das lojas. Há ainda o formato grande para cortar e comprar por quilo.

Foi fácil escolher a lembrança de viagem para a família. Além de ajudar o comércio local, já que são doces artesanais, é um mimo típico e cheio de charme.

Por esses dias, assistindo ao programa A Confeitaria, no canal Bem Simples, aprendi a fazer o Panforte, que é tradicionalmente uma receita natalina.

Mais especial do que trazer um Panforte de Siena é fazer um com as próprias mãos para presentear as pessoas queridas no Natal. É muito fácil. É só misturar os ingredientes abaixo, colocar em uma forma e assar. Só isso.

Castanha-do-pará, 90 gramas
Nozes-pecãs, 90 gramas
Cerejas em caldas, 90 gramas
Farinha de trigo, 50 gramas
Fermento em pó, 5 gramas
Sal, 1 pitada
Açúcar, 75 gramas
Tâmaras sem caroço, 120 gramas
Uva passa escura, 25 gramas
Frutas cristalizadas, 50 gramas
Limão siciliano, 1 unidade
Gengibre cristalizado, 25 gramas
Ovos, 2 unidades
Rum ou conhaque, 3 colheres (sopa)

Veja o passo a passo direitinho aqui. Depois é só embalar com um papel manteiga e amarrar com um barbante. Um presente simples, caseiro e tradicional.

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Concerto de Natal

2 12 2012

Na época da organização do meu casamento, em 2009, pesquisei muitos profissionais para as músicas da cerimônia na igreja. É engraçado, porque nós, as noivas, passamos a citar com naturalidade os nomes dos compositores clássicos e suas obras. Casamento também é cultura.

Escolher apenas algumas canções para os momentos mais importantes do sacramento é uma missão interessante. Cada igreja tem uma regra. No caso da minha, a Capela da PUC, só eram permitidas músicas sacras ou clássicas.

O YouTube ajudou na busca, mas foi o maestro do Bevilacqua Coral e Orquestra que nos orientou na escolha. Foi curioso entrar no quarto dele e sentar na frente do computador para ouvir as músicas em MP3. Porque quando a gente fala maestro, a gente imagina um senhor. Mas ele era moço e usava bermudas e tênis naquele dia.

Foi ele que nos apresentou ao The Flower Duet da ópera Lakmé, que eu não conhecia e hoje adoro. Ele queria tocá-la no casamento, mas não deu. Não pela beleza que seria, mas pela pequena fortuna que teríamos que pagar pelas sopranos. Optamos por uma formação básica mesmo – quarteto de cordas, flauta, teclado e campanas – e foi lindo.

Mas por que estou relatando tudo isso? É por causa do Coral e Orquestra Bevilacqua. Gostamos tanto deles, são tão bons profissionais, que já fomos a algumas apresentações em outras ocasiões especiais após o casamento. E agora, dia 5/12, quarta-feira, às 20h30, haverá mais uma. Trata-se de um Concerto de Natal na capela do Colégio Sion, em Higienópolis, São Paulo.

A apresentação será beneficente, em prol do Amparo Maternal. O nascimento de Jesus será contado e cantado por meio de obras eruditas de Mendelssohn, Haendel, Gounod, além de peças consagradas, como Noite Feliz Adeste Fideles.

A entrada é uma lata de leite em pó. Independentemente da sua religião, se puder ir, vá, pois sei que será uma linda noite musical.

Bevilacqua Coral e Orquestra

Músicos do Bevilacqua no meu casamento na Capela da PUC (Foto: Moura Mori)

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Cadeia do chocolate

1 12 2012

Save The Earth. It´s Our Only Source of Chocolate.

Preserve o planeta. É nossa única fonte de chocolate. Ganhei esse imã de geladeira de uma amiga querida que atualmente mora em Londres. Toda vez que eu leio, dou risada. É um bom argumento, não é?

Dá para imaginar o mundo sem chocolate? Puro, mousse, bolo ou sorvete. Sempre é bom. Costumo escolher as sobremesas de frutas, mas às vezes bate aquela vontade repentina e não há substituição para ele, pois chocolate é chocolate.

Só que a guloseima não satisfaz apenas as necessidades dos chocólatras, ela também é o sustento de muitas famílias brasileiras. Quando trabalhava em uma ONG, conheci um projeto no sul da Bahia apoiado por uma empresa de alimentos que comprava o cacau cultivado pela comunidade local para produzir chocolates em larga escala.

Em Ribeirão Pires, minha cidade natal, há anualmente o Festival do Chocolate. Na festa, as chocolateiras da cidade montam estandes para vender seus produtos artesanais. São trufas, bombons, pirulitos, chocolate quente, fondue, espetinho. É uma perdição.

E as doceiras e seus brigadeiros gourmet? Lindos, criativos e deliciosos.

Esses são apenas alguns pequenos produtores e empreendedores que vivem do chocolate. É um ciclo interessante. Meio ambiente, que é fonte de chocolate; chocolate, que é fonte de renda; e chocólatras, que dependem dessa cadeia. Resumindo, vamos preservar o planeta :-P

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