Água do banheiro

15 10 2010

No Blog Action Day 2010, o tema é água. Como vocês podem reparar, tenho postado bem pouco aqui. Mas as ideias sempre aparecem, especialmente quando passo em alguma calçada e vejo gente que ainda usa mangueira para lavar calçada, penso: tenho que falar sobre isso no blog, mas nunca falo.

Chegou a hora, portanto, de mencionar uma campanha sobre a qual há tempos eu quero escrever: Xixi no Banho (eu sei, notícia velha, mas não custa reforçar). O objetivo é simples: invés de usar o vaso sanitário e dar descarga, gastando 12 litros de água potável para mandar o xixi embora, deixar ele escoar pelo ralo na hora de tomar banho. Imagine todo mundo economizando uma descarga por dia? Milhares de litros de água poupados e à disposição para bebermos.

Aliás, o xixi é composto por 95% de água e o restante de substâncias diluídas como ureia e sal. Não tem nada de nojento e insalubre, mas é bom esvaziar a bexiga logo no início do banho (que não pode ser demorado, né, gente).

Na verdade, não entendo por que usamos água potável, tratada, a mesma que sai da torneira para cozinhar, na descarga. Por isso, alternativas para esse fim são muito bacanas. A captação de água de chuva é uma delas. O sistema inclui calhas instaladas no telhado que levam a chuva para um tanque ou uma cisterna depois de passar por um processo de filtragem de resíduos, podendo aí ser reaproveitada nos jardins e na rede de esgoto. Outra ideia legal é a instalação de uma válvula de descarga com dois botões, um para o número 1, que despeja menos água que o botão para o número 2.

Uma das opções de válvula ecológica disponível no mercado, que economiza até 40% de água em relação à convencional.

O negócio é esse aí, buscar maneiras para diminuir o desperdício desse recurso tão essencial. Há coisa melhor do que tomar um copão de água quando estamos com sede? Vamos fazer a nossa parte, seja em atitudes simples ou mais estruturais, e olho na sociedade, nas indústrias e no poder público para que todos façam a sua.





Não fui ao SWU

14 10 2010

Os primeiros burburinhos sobre o novo Woodstock que seria realizado no interior de São Paulo despertaram em mim uma certa curiosidade. Aí vieram as notícias sobre um evento grandioso baseado nos princípios da sustentabilidade: SWU – Music + Arts Festival 2010. SWU é a sigla de Starts With You, em português: começa com você. Não dá para negar que a ideia é genial.

Quando os nomes das bandas começaram a ser anunciados, passei a reparar os comentários nas redes sociais, algumas pessoas querendo descolar ingressos na faixa, já saquei o que ia rolar.

Não fui ao SWU, confesso que no primeiro dia eu até senti uma vontadinha de estar lá em Itu e participar do movimento. Comentei com o meu marido: ah, será que a gente deveria ir? Mas não fui, fiquei curtindo o feriado em casa, no quentinho. A verdade também é que eu ando meio preguiçosa para filas, multidões, empurra-empurra e não tinha a mínima ideia de quem eram Rage Against the Machine e Kings of Leon.

Vi algumas coberturas na imprensa sobre o palco com madeira certificada, o labirinto de lixo reciclável e um espaço para debates sobre sustentabilidade. Bacana. Mas a repercussão pós-SWU na internet parece confirmar o meu feeling de que o que a proposta de mobilizar a sociedade em prol de um planeta mais sustentável não passava de fachada para apenas um festival de música. Uma pena!

Mesmo sem querer ser chata, nem parcial, indico a leitura dos relatos: O que foi o SWU? e A insustentável esperteza do SWU.

Ponto positivo: Fórum Global de Sustentabilidade realizado durante o SWU.

Vocalista do Rage Against the Machine. Prazer!








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