Aquarela da vida

24 03 2011

Ontem passei um tempinho lendo os posts do meu antigo blog. Ele também chamava Meu Ambiente, mas tinha um tom diferente, os textos eram mais descontraídos, acho que eu era mais espirituosa. Uma delícia reler meus pensamentos e os comentários dos amigos e familiares, que eram os únicos leitores. Bateu uma nostalgia. Pensa só, comecei em 2003, há oito anos.

Comentei com uma amiga e perguntei por que agora não consigo escrever como antes, o que havia mudado. Ela simplesmente respondeu: você!

É bem por aí mesmo, os anos passam, convivemos com pessoas diferentes, encontros e desencontros, aprendemos coisas novas, vivenciamos experiências diversas, abandonamos alguns interesses e nos dedicamos a outros. Acho que é isso que todos chamam de amadurecer.

Apesar de ter mudado muito de lá para cá, a minha essência continua a mesma. Continuo me emocionando com um vídeo publicado em abril de 2004. É um clipe animado da música Aquarela, do Toquinho, uma verdadeira metáfora sobre a vida. A direção é de André Koogan Breitman e Andrés Lieban.





Água para beber

22 03 2011

Como é bom beber água, fresquinha. Na foto, após uma longa caminhada pelas ruas da catarinense Laguna, cidade da Anita Garibaldi, num calor típico do nosso verão, encontro essa dádiva para refrescar as minhas células. Nós, brasileiros, somos sortudos, temos muita água por aqui. Por isso, muitos não acreditam que ela pode acabar e esbanjam, esbanjam.

Claro que ela não vai acabar acabar, pois nosso planeta é constituído por 70% dela. Só que 97,5 é salgada, ou seja, imprópria para beber. Os 2,5% restantes estão distribuídos entre geleiras, neve… Em resumo, sobra menos de 1% de água doce disponível para consumo do ser humano. Li na National Geographic, na edição especial sobre água do ano passado, que uma em cada oito pessoas do mundo não têm acesso à água potável. Dá para imaginar uma coisa dessas?

Hoje é o Dia Mundial da Água, instituído em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Vamos debater e refletir sobre o uso desse recurso tão valioso. O tema escolhido para esse ano é Água para as cidades: respondendo ao desafio urbano (em inglês). A Agência Nacional de Águas (ANA) preparou um hotsite sobre o assunto: Águas de Março 2011. Vale a pena dar uma conferida, aprender, repassar para os amigos e adotar uma postura mais consciente em relação ao nosso bem mais precioso. Afinal, água é vida.

Foto: Leopoldo Lima





Resultado do sorteio do livro do José Eli da Veiga

29 11 2010

No sábado, 27/11, realizei o sorteio entre os 29 interessados pelo livro Sustentabilidade – a legitimação de um valor, do José Eli da Veiga.

O número sorteado foi o 26. Na lista de comentários, por ordem de postagem, a contemplada é a Gelcira Teles.

 

Parabéns, Gelcira, e obrigada a todos pela participação!





Sorteio do livro Sustentabilidade – a legitimação de um valor

23 11 2010

Tenho um livro Sustentabilidade – a legitimação de um valor, do economista José Eli da Veiga, publicado pela Editora Senac São Paulo com patrocínio do Itaú-Unibanco, para sortear entre vocês.

Para participar, basta deixar um comentário neste post até sexta-feira, 26/11, às 23h59.

Lembre-se de mencionar o e-mail para contato. Vale apenas um comentário por pessoa, ok?

Boa sorte ;-)

José Eli também é autor, entre outros, de Desenvolvimento Sustentável: o desafio do século XXI (2005).





Sustentabilidade é um novo valor

23 11 2010

Ontem, 22/11, acompanhei o lançamento do livro Sustentabilidade – a legitimação de um novo valor, do economista José Eli da Veiga, no Diálogos Itaú de Sustentabilidade. O título foi publicado pela Editora Senac São Paulo com patrocínio do Itaú-Unibanco. No evento, o autor convidou o jornalista Sérgio Abranches e o economista e cientista social Eduardo Giannetti da Fonseca para darem suas impressões sobre a publicação. Infelizmente, a senadora Marina Silva, que também foi convidada, não pode comparecer.

Eu ainda não li, mas entendi que o livro está dividido em três principais discussões: a definição de sustentabilidade, a transição para a economia de baixo carbono e a mensuração sobre o que passa na economia. José Eli acredita que, hoje, a questão ambiental central é a climática.

Outros problemas, como a perda da biodiversidade e a gestão dos recursos hídricos, que, no futuro, pode até ocasionar guerras, especialmente na Ásia, são importantes, mas todos os ganhos conquistados nessas áreas podem ser anulados se o aquecimento global não for resolvido. Por isso, ele fala da importância da transição ao baixo carbono, que é a adoção de energias limpas, como eólicas, solares, geotérmicas, biomassas e, até mesmo, as hidroelétricas.

Abranches aponta aí o surgimento de uma grande oportunidade de investimento nessas tecnologias, tanto em pesquisas quanto em educação. A grande surpresa para mim foi o Giannetti, nunca tinha visto uma palestra dele, ele foi claro e muito didático. Disse que quanto mais se avança na questão econômica, mais se fica obsessivo pela economia. “É uma alienação em larga escala”, falou. Ganhou aplausos quando revelou não entender como um trabalho tão importante, como ficar em casa para cuidar dos filhos, pode ser considerado pela sociedade atual uma derrota. A revisão de valores é mais do que necessária.

José Eli explica, para quem insiste em pedir uma definição precisa de sustentabilidade, que o conceito, que ainda está em formação, remete ao futuro, à durabilidade, à perenidade. Para muitos, esse significado ainda não responde à pergunta e o fato é que será difícil encontrar um sentido objetivo que agrade a todos. Mas, basicamente, sustentabilidade é um novo valor.

Quem quer ler o livro, aguarde novidades ;-) 

Diálogos Itaú de Sustentabilidade

Denise Hills, da área de sustentabilidade do Itaú, mediou o diálogo. Todo o evento foi traduzido em libras (reparem na menina lá no canto), achei super legal.





Água do banheiro

15 10 2010

No Blog Action Day 2010, o tema é água. Como vocês podem reparar, tenho postado bem pouco aqui. Mas as ideias sempre aparecem, especialmente quando passo em alguma calçada e vejo gente que ainda usa mangueira para lavar calçada, penso: tenho que falar sobre isso no blog, mas nunca falo.

Chegou a hora, portanto, de mencionar uma campanha sobre a qual há tempos eu quero escrever: Xixi no Banho (eu sei, notícia velha, mas não custa reforçar). O objetivo é simples: invés de usar o vaso sanitário e dar descarga, gastando 12 litros de água potável para mandar o xixi embora, deixar ele escoar pelo ralo na hora de tomar banho. Imagine todo mundo economizando uma descarga por dia? Milhares de litros de água poupados e à disposição para bebermos.

Aliás, o xixi é composto por 95% de água e o restante de substâncias diluídas como ureia e sal. Não tem nada de nojento e insalubre, mas é bom esvaziar a bexiga logo no início do banho (que não pode ser demorado, né, gente).

Na verdade, não entendo por que usamos água potável, tratada, a mesma que sai da torneira para cozinhar, na descarga. Por isso, alternativas para esse fim são muito bacanas. A captação de água de chuva é uma delas. O sistema inclui calhas instaladas no telhado que levam a chuva para um tanque ou uma cisterna depois de passar por um processo de filtragem de resíduos, podendo aí ser reaproveitada nos jardins e na rede de esgoto. Outra ideia legal é a instalação de uma válvula de descarga com dois botões, um para o número 1, que despeja menos água que o botão para o número 2.

Uma das opções de válvula ecológica disponível no mercado, que economiza até 40% de água em relação à convencional.

O negócio é esse aí, buscar maneiras para diminuir o desperdício desse recurso tão essencial. Há coisa melhor do que tomar um copão de água quando estamos com sede? Vamos fazer a nossa parte, seja em atitudes simples ou mais estruturais, e olho na sociedade, nas indústrias e no poder público para que todos façam a sua.





Não fui ao SWU

14 10 2010

Os primeiros burburinhos sobre o novo Woodstock que seria realizado no interior de São Paulo despertaram em mim uma certa curiosidade. Aí vieram as notícias sobre um evento grandioso baseado nos princípios da sustentabilidade: SWU – Music + Arts Festival 2010. SWU é a sigla de Starts With You, em português: começa com você. Não dá para negar que a ideia é genial.

Quando os nomes das bandas começaram a ser anunciados, passei a reparar os comentários nas redes sociais, algumas pessoas querendo descolar ingressos na faixa, já saquei o que ia rolar.

Não fui ao SWU, confesso que no primeiro dia eu até senti uma vontadinha de estar lá em Itu e participar do movimento. Comentei com o meu marido: ah, será que a gente deveria ir? Mas não fui, fiquei curtindo o feriado em casa, no quentinho. A verdade também é que eu ando meio preguiçosa para filas, multidões, empurra-empurra e não tinha a mínima ideia de quem eram Rage Against the Machine e Kings of Leon.

Vi algumas coberturas na imprensa sobre o palco com madeira certificada, o labirinto de lixo reciclável e um espaço para debates sobre sustentabilidade. Bacana. Mas a repercussão pós-SWU na internet parece confirmar o meu feeling de que o que a proposta de mobilizar a sociedade em prol de um planeta mais sustentável não passava de fachada para apenas um festival de música. Uma pena!

Mesmo sem querer ser chata, nem parcial, indico a leitura dos relatos: O que foi o SWU? e A insustentável esperteza do SWU.

Ponto positivo: Fórum Global de Sustentabilidade realizado durante o SWU.

Vocalista do Rage Against the Machine. Prazer!





Festa solidária

30 06 2010

O mês de junho é cheio de festas para mim: dia dos namorados, aniversários do marido, do irmão mais novo, de namoro e de casamento e os arraiás.

No trabalho, seis colegas são geminianos e dá-lhe vaquinhas e almoços especiais. É uma delícia, mas como todos já conhecem o esquema, este ano, um dos aniversariantes sugeriu não comprarmos o seu presente para reverter o valor arrecadado em doações para uma instituição. Mas, sem graça de dar o dinheiro ao vivo, fomos ao supermercado e adquirimos latas de mingau para levar à entidade. 

Hoje descobri uma maneira mais profissa de organizar essa troca de presentes por doações. A ONG Visão Mundial tem uma ferramenta chamada Festa Solidária. O objetivo é o mesmo do proposto no meu trabalho, mas no site dá para criar uma página, inserir textos e vídeos e disponibilizar o link para os amigos, que podem até usar o cartão de crédito. A ideia é boa para quem não faz questão de ganhar presente. Um jeito gostoso de transformar alegria em solidariedade.

Faça uma festa solidária





Juventude ativa

29 06 2010

Alguém lembra dos abaixo-assinados organizados pelo Greenpeace? Quando eu tinha uns 13 anos, passava as folhas para meus colegas de classe assinarem em defesa das baleias e contra o uso do CFC nas geladeiras. Era tudo meio improvisado. Eu mandava depois os nomes pelo correio, nem sei bem como era possível se mobilizar sem a internet, hoje está bem mais fácil.

Só que, apesar de sempre tentar disseminar ideias ecológicas aos amigos da escola e depois aos da faculdade, lamento não ter feito mais e é por isso que admiro a juventude de hoje. Uma parcela dela é muito consciente e engajada. A moçada é super antenada, conhece, debate e se organiza em torno de uma causa, como nas redes Rejuma e Pioneers of Change ou no Jogo Oásis. Os jovens também são empreendedores e criam negócios inovadores com um olhar na sustentabilidade, como o Instituto Ecotece e o Aoka, nos segmentos de moda e turismo, respectivamente.

Tem muita gente querendo fazer a diferença, por isso o British Council vai selecionar 100 jovens ativistas na América Latina e no Caribe, entre eles 25 brasileiros, para participar do programa Climate Generation 2010. Os escolhidos recebem informações exclusivas e podem pedir ajuda financeira para seus projetos, além da possibilidade de participar de eventos nacionais e internacionais. Tudo explicadinho aqui.

Climate Generation





Depois de 10 anos, o que mudou na sua casa?

29 04 2010

Economizar água, preferir móveis com madeira certificada, restringir o uso de produtos de limpeza, evitar o desperdício. Ao folhear algumas revistas esta semana, encontrei uma matéria com um infográfico bem didático sobre os pequenos hábitos que podem fazer a diferença para o meio ambiente.

Todas as recomendações são bem atuais, mas o curioso é que essa matéria já tem 10 anos. Saiu na revista Os Caminhos da Terra, na época que ainda era editada pela Abril, em janeiro do ano 2000. Desde aquele tempo, pelo menos, a importância de uma nova atitude perante o planeta já era anunciada.

Eu sei, hoje as pessoas parecem estar mais interessadas no tema, mas, e em casa, todos já incorporaram as dicas do texto?

Casa Eficiente








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